Domingo, Maio 18, 2008


"Desperta, vento norte", sim, desperta.
"E vem tu, vento sul", ó vem e sopra,
"Sopra no meu jardim", (Pai, que assim seja)
"Para que se derramem Seus aromas."

E o vento norte! Tempestuoso e forte!
E deram no jardim. Deram com força.
E as árvores, bem novas, e os arbustos,
Tremeram, sacudidos até às raízes.

Orei, E o coração, em dias jovens,
Fremia emocionado, enquanto orava.
Fora real, porém, esta oração
E movida de Deus, eu vejo agora.

Mas eram plantas dEle, do Senhor,
Plantação genuína: e o Seu amor
Emanou dos arbustos, e das flores,
E de todo o arvoredo, num perfume

Algum tempo passou - um tempo curto -
E o vento sul soprou! Rajadas frias!
Que tudo foi enchendo, e se espalhando,
E da graça de Deus testificando...

Olhando para trás, hoje, eu bendigo
O Santo Lavrador e meu Senhor,
Por me ter dado cedo a conhecer
Seu conforto na dor, e Seu poder
De fazer de um jardim (jardim que é Seu)
Açoitado por vento tempestuoso,
Manancial de fragrância, paz e gozo !

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